Larisa Pavlova faz o último ponto da seleção soviética na final olímpica contra a Alemanha Oriental

Larisa Pavlova faz o último ponto da seleção soviética na final olímpica contra a Alemanha Oriental

Eu era uma criancinha quando, há quase 33 anos, acontecia a final do vôlei feminino dos Jogos Olímpicos de Moscou. Torneio esvaziado de equipes fortes devido ao boicote americano (não participaram o Japão, a China e os EUA), o Brasil pôde figurar pela primeira vez entre as oito equipes do vôlei feminino, acabando o torneio com apenas uma vitória e em sétimo lugar, à frente apenas da Romênia.

A final foi entre as donas da casa, comandadas pelo lendário Nikolai Karpol, e as alemãs orientais. O curioso é que os dois países foram extintos. Mais interessante ainda é ver a precisão dos fundamentos do jogo: manchetes e toques muito bem executados. Isso é bastante óbvio: nessa época os dois toques eram completamente proibidos e saques e ataques não eram tão pesados, o que facilitava passe e defesa. Não é à toa que as japonesas (e depois a China a partir de 1981) dividiam os ouros em Olimpíadas e Mundias com as soviéticas.

Na final, as soviéticas fizeram 3 x 1 nas alemãs orientais, com parciais de 15×12, 11×15, 15×13 e 15×7. A pergunta que fica é: será que as soviéticas teriam vencido esse torneio se as fortes americanas e japonesas tivessem participado? O que vocês acham?